sexta-feira, 23 de março de 2012

Já que o assunto é bônus então vejam o que saiu no jornal Agora São Paulo


23/03/2012

Professor receberá Bônus da Educação na próxima sexta


Rafael ItalianiCristiane Gercina e Thâmara Kaoru
do Agora
Os professores e funcionários da Educação receberão o bônus na próxima sexta-feira, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A grana é paga aos profissionais das escolas que melhoram o seu desempenho no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) entre um ano e outro.
Também são levadas em consideração as faltas do servidor no ano anterior ao pagamento.
Ao todo, 260 mil profissionais terão direito à grana extra-- 70 mil a mais que em 2011, quando 190 mil receberam o bônus.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quer adquirir um notebook, então leia


Veja quem pode participar e confira o passo a passo para aderir à iniciativa, que oferece a docentes e servidores da rede estadual financiamento sem juros para aquisição de notebooks
O caminho entre o primeiro clique na página do programa Computador do Professor e a entrega do notebook escolhido em domicílio leva cerca de 30 dias. Toda essa facilidade está disponível desde o último dia 5, quando foram abertas as inscrições para a segunda fase do programa, que já tornou possível a compra de notebooks para mais de 43 mil docentes. Se interessou? Confira o passo a passo para a compra do Computador do Professor:
Benefícios para pagar
O pagamento poderá ser feito em até 24 meses, sem juros e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que são subsidiados pela Secretaria da Educação e pelo Centro Paula Souza. As parcelas serão debitadas mensalmente na conta-salário do servidor já a partir do mês seguinte à compra.
Opções de compra
Com preços que variam entre R$ 1.219,00 a R$ 2.199, o programa Computador do Professor tem opções para todos os gostos. São oferecidos 11 opções de máquinas, de seis fornecedores diferentes: Positivo, HP, Dell, Lenovo, Semp Toshiba e Itautec. Os interessados ainda poderão escolher entre três tipos de configurações: básica, intermediária e superior.
Quem pode participar
O benefício é válido para 220 mil docentes e servidores da Secretaria da Educação, além de 13 mil funcionários do Centro Paula Souza. Só poderão participar desta segunda etapa aqueles que não aderiram ao programa na primeira fase, realizada em 2009, quando mais de 43 mil professores compraram computadores portáteis.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Voltar a publicar

Vou reativar meu blog, está tão adormecido, talvez, porque muitas coisas aconteceram nesse tempo... não estou em sala de aula, tive uma perda familiar muito significativa, meu irmãozinho de 20 anos, um filho, então.. mas a vida continua., tanto continua que meu blog aumentou em acessos, seguidores, não posso deixar tanta gente na mão.. 
Hoje, volto a publicar, espero que com alegria, principalmente , se meu TIMÃO for campeão.. isso é tudo!
Atualmente, estou cursando UNIVESP/UNESP o curso de PEDAGOGIA,semi-presencial e poderei escrever cada vez mais sobre educação, postar links interessantes e vídeos também. Espero poder contar com seus comentários,abraços..

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desempenho de alunos nas séries finais


DESEMPENHO DOS ESTUDANTES CAI EM PROVÃO PAULISTA

Médias das notas no Saresp de turmas do final do Ensino Fundamental e do Médio recuam em 2010

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Caíram as notas dos alunos que terminam o ensino fundamental e médio da rede estadual no ano passado. Já a média dos mais novos do fundamental melhorou.

O panorama, obtido pela Folha, foi constatado no exame do governo estadual chamado Saresp, que avalia estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º do médio, em português e matemática. Os números oficiais serão divulgados hoje.

A Secretaria da Educação entende que, além de problemas com qualidade de ensino, falta interesse dos alunos mais velhos no exame. Por isso, pretende que a prova passe a valer no vestibular. A pasta articula com USP, Unesp e Unicamp a utilização do Saresp -processo semelhante ao usado por universidades com o Enem.

Hoje, o Saresp é aplicado para mensurar a aprendizagem dos estudantes e é o principal fator considerado para definir quais professores receberão bônus. Em geral, profissional de escola onde houve redução de média não ganha a gratificação. No exame do ano anterior, o ensino fundamental inteiro havia melhorado (ainda que com menor intensidade no 9º ano), e o médio, piorado.

Quando da divulgação das notas de 2009, no ano passado, o então secretário da Educação, Paulo Renato Souza, projetou uma "onda" de melhora no sistema a partir do avanço dos estudantes do 5º ano (antiga 4ª série). Ainda não houve tempo para esses alunos chegarem ao patamar seguinte considerado no exame (9º ano).

Titular da Educação agora no governo Geraldo Alckmin (PSDB), Herman Voorwald deve comentar os novos resultados do provão hoje.

INCENTIVOS
Segundo a Folha apurou, o governo conta com duas medidas para melhorar as notas dos alunos nos próximos anos. A primeira é a implementação de provas bimestrais em todo o ensino básico. Hoje, não há uma sistematização nas avaliações.

A ideia é que haja melhor diagnóstico da situação dos estudantes, para que sejam oferecidas ações específicas àqueles com dificuldade. A segunda medida é uma tentativa de aumentar a motivação dos alunos para resolver as questões do Saresp. Entram aí as negociações para que as universidades estaduais usem a prova.

A Unesp disse que as conversas são iniciais. A Unicamp disse desconhecer o plano. A USP não respondeu até o fechamento da edição. Outra ideia é que os alunos do 9º ano do fundamental usem o Saresp como parte do vestibulinho das Etecs (escolas técnicas estaduais).

Sobre bônus 2010


18/03/2011

Consulta ao bônus deve sair na próxima semana

Carol Rocha e Cristiane Gercina
do Agora
A Secretaria de Estado da Educação deverá divulgar hoje, além do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), a média geral do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). Os indicadores são utilizados para o pagamento do Bônus da Educação.
Porém, a lista com o Idesp individual de cada escola deverá sair só a partir da semana que vem. Somente aí será possível saber quais unidades atingiram a média e quais servidores receberão o bônus.
As regras para o pagamento são as mesmas de 2010, segundo a Educação. O benefício é pago a todos os servidores ativos da área --os aposentados não têm direito.

Informes sobre o bônus

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Informações sobre provas para professores da Rede Estadual SP

Quinta - feira, 25 de novembro de 2010 11h00
Mais de 180 mil se inscreveram para prova dos não efetivos e novos candidatos a professor da rede estadual
A prova será realizada no dia 5 de dezembro e é um dos três critérios considerados na composição da pontuação classificatória para a atribuição de aulas nas escolas estaduais;
Mais de 180 mil docentes em todo o Estado devem fazer a prova destinada aos professores não efetivos e novos candidatos inscritos no processo seletivo para atribuição de aulas/classes nas escolas da rede estadual em 2011. Marcada para o dia 5 de dezembro, a avaliação faz parte das ações do Programa + Qualidade e foi instituída pela Lei Complementar 1.093/2009 como um dos três critérios considerados na composição da pontuação classificatória para atribuição de aulas. Pela nova metodologia, a seleção levará em conta a soma dos pontos relativos ao desempenho na prova (80), o tempo de serviço (80) e a titulação do docente (20).
"A avaliação é fundamental nesse novo processo, pois nos ajudará a trazer para a rede professores mais bem preparados para atuarem em sala de aula. Dessa forma teremos mais qualidade de ensino e, consequentemente, melhora no aprendizado de nossos alunos”, declarou o secretário de Estado da Educação Paulo Renato Souza.
Este ano, a prova será realizada em um único dia. Os docentes/candidatos inscritos no campo de atuação aulas (Professor Educação Básica II), referente ao Ciclo II do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, farão a prova no período da manhã. Já os docentes/candidatos inscritos no campo de atuação classes (Professor Educação Básica I), referente ao Ciclo I do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), farão a prova no período da tarde. Os locais das provas serão divulgados a partir de 1º de dezembro no site de Secretaria de Estado da Educação ( www.educacao.sp.gov.br ). A prova para o docentes/candidatos de Etnia Indígena será aplicada no dia 12 de dezembro, em locais e horários a serem definidos em Edital que será publicado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP) da Secretaria.
Data da prova
- Dia 05/12/10
Docente/candidato inscrito para campo de atuação aulas (Professor Educação Básica II): Alemão, Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Espanhol, Filosofia, Física, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Japonês, Língua Portuguesa, Matemática, Psicologia, Química, Sociologia e Educação Especial – início às 8h30, com duração de 4 horas.

Docente/candidato inscrito para campo e atuação classes (Professor para Educação Básica I) – início às 14h30, com duração de 4 horas.
- Dia 12/12/10
Docente/candidato inscrito para atuação na Educação Indígena

 



Secretaria de Estado da Educação - 2004
Todos os direitos reservados - SEESP/GTI

sábado, 2 de outubro de 2010

A importância do Ensino Fundamental

Ensino fundamental é decisivo para superior, diz estudo

Objetivo é mostrar em que níveis da educação básica nos quais mais esforços devem ser concentrados

Alexandre Schneider
Sala de aula em São Paulo
Ensino fundamental merece mais atenção
As quatro primeiras séries do ensino fundamental são as mais decisivas para que os estudantes do ensino superior de um estado demonstrem melhor aproveitamento. Segundo pesquisa realizada pelo Insper (ex-Ibmec-SP), por apresentar maior potencial de melhorias, é o primeiro ciclo que deve merecer mais atenção por parte dos gestores ou do governo.
A pesquisa tem o objetivo de mostrar em que níveis da educação básica deve haver maior concentração de esforços para que a eficiência das instituições de ensino melhore. A ideia foi medir o impacto que o ensino básico tem no superior, por região do país.
A região Sul foi a que obteve o melhor resultado - portanto, é a que apresenta as instituições de ensino mais eficientes na relação entre o desempenho do ensino básico e a qualidade do ensino superior: 97,2% de aproveitamento. A região Nordeste é a pior, com 64,9%. A região Sudeste obteve 87,3%; a Centro-Oeste, 75,3%; e a Norte, 65,6%. A pesquisa considerou como premissa os alunos terem cursado o ensino básico e o superior no mesmo Estado.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram cálculos estatísticos com dados das 27 unidades federativas. Foram utilizados dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - que mede o fluxo escolar e apresenta médias de desempenho dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio - e um produto representado pela média do Índice-Geral de Cursos da Instituição (IGC), o indicador de qualidade das instituições de ensino superior do Ministério da Educação.
"São as turmas de 1.ª a 4.ª série que merecem mais atenção. Os investimentos no ensino superior têm sido maiores que no ensino básico", afirma Maria Cristina Gramani, uma das autoras do estudo. "Um fato relevante que mostra como o primeiro ciclo precisa de mais investimentos é o próprio salário dos professores, menor que o daqueles que dão aula para classes de 5.ª a 8.ª." Para Maria Cristina, a Região Sul obteve a melhor posição porque seus Estados têm redes menores e apresentam políticas educacionais mais consistentes.
(Com Agência Estado)

domingo, 5 de setembro de 2010

Excelente artigo de opinião para refletirmos

18 de fevereiro de 2009
 
Falência educacional: complô ou lógica?
"Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores do que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública"
Quando se fala em educação no Brasil, algo não faz sentido. Todos exaltam o benefício da educação e apontam-na como a solução de nossos problemas. Todos parecem engajados em sua melhoria. Apesar desse consenso e da boa vontade, nossas escolas patinam, e sua qualidade só tem decaído. Para explicar essa curiosa dissonância, era comum ouvir, dez anos atrás, a ideia de que nosso fracasso na área se devia à falta de "vontade política" de nossos governantes, ou ainda ao complô das elites pela alienação do proletariado, ou, finalmente, às imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI), que supostamente exigia o corte de gastos na educação em seus acordos com o país.
De lá para cá, os dotados de "vontade política" chegaram ao poder, as elites de antanho deram lugar à república dos sindicalistas e o Brasil já não precisa mais da tutela do FMI, ao qual não deve nada. Mas a melhora esperada não veio. O resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005 é mais baixo que o de 1995. Apesar disso, o discurso da área educacional continua o mesmo. Será que eles estão certos, e que há um complô tão poderoso a favor da nossa ignorância que nem os próprios atores da nossa tragédia percebem a sua insignificância? Estariam as "forças ocultas" de Jânio Quadros rondando novamente os palácios, de onde talvez jamais tenham saído? Ou será que nosso atraso é mais compreensível à luz de uma análise racional dos envolvidos na área, presumindo-se que eles agem de maneira lógica e maldosa? Creio que a segunda hipótese é a mais provável: nossa inércia é compreensível se entendemos a economia política dos grupos envolvidos.
Comecemos pelos alunos. Eles aprendem muito pouco, e são os maiores interessados em seu próprio sucesso acadêmico. Por que não protestam? Há, em primeiro lugar, a questão etária: não é possível imaginar que crianças de 10 ou 12 anos se mobilizem em passeata pública por um ensino de melhor qualidade. Quando os alunos se dão conta das deficiências do seu ensino, costuma já ser tarde demais, e a própria carência educacional dificulta a reclamação: é improvável que um semiletrado escreva um artigo cativante ou uma carta pungente ao seu congressista. Em segundo lugar, os alunos são condicionados pelo seu sistema de ensino a acreditar que o culpado pelo insucesso do aluno é ele mesmo. Nessa missão, seus mestres são extremamente efetivos: em pesquisa recente da Unesco, 82% dos alunos ouvidos dizem que, se o aluno não passa de ano, a culpa é sua, muito mais que da escola (mencionada por apenas 5%) ou dos professores (3,7%). Para piorar, os próprios pais culpam o filho pelo insucesso na escola: pesquisa publicada no livro A Escola Vista por Dentro indica que 63% dos pais da escola municipal e 54% dos da estadual culpam o filho por sua repetência. Cercados por esse mar de desconfiança e assolados pelo próprio desconhecimento, os alunos protestam mais com os pés que com a cabeça: quando entendem que a escola lhes consome muito tempo sem dar muito em troca, abandonam-na.
Juca Varella/Folha Imagem
O FMI SE FOI
E as elites saíram do poder, agora ocupado por governantes com "vontade política", mas a esperada melhora da educação não veio
O próximo grupo de interessados pela educação é o dos pais dos alunos. Por que eles aceitam bovinamente uma péssima educação para seus filhos? Aqui devemos dividir esse universo em dois: há o grupo de classe média e alta, que coloca os filhos em escola particular, e o restante da população, que usa a escola pública.
Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública. O problema é que a escola particular é também muito ruim – basta ver os resultados dos alunos de alto nível socioeconômico em testes internacionais como o Pisa, em que nossos alunos ricos têm desempenho pior que o dos alunos mais pobres dos países desenvolvidos. E o segundo problema é que, como a escola pública forma, via de regra, os professores da escola particular, enquanto não melhorarmos todo o sistema, não teremos educação de qualidade para ninguém. Mas os pais das escolas particulares não entendem isso; afastam-se da questão educacional por acreditar que essa problemática não os afeta.
Esperar-se-ia, porém, que os pais de alunos da escola pública (os outros 88% das matrículas) estivessem profundamente descontentes com a educação dos filhos e bradando por sua melhoria. Mas não estão: as pesquisas apontam que, pelo contrário, estão satisfeitos com a escola das crianças. Essa visão não é causada por preguiça ou desinteresse, mas por despreparo. Pesquisa do Inep mostrou que quase 60% dos pais do ensino público não completaram nem o ensino fundamental, 73% têm renda inferior a três salários mínimos, três quartos nunca ou raramente leem jornal. Pesquisas qualitativas mostram que esse pai compara a escola da sua época – em que faltava vaga, não havia merenda nem transporte – com a escola do filho. Vendo todas as benesses materiais que o filho recebe, associa-as a uma educação de boa qualidade. Reclama quando o professor falta à aula, mas é só. Se o pai acha a escola boa e o filho vai mal, então é natural que o pai culpe o filho e exima a escola, perpetuando o sistema roto.
Depois dos pais, temos os diretores escolares. Destes, segundo o MEC, 60% são indicados pelo Poder Executivo de sua cidade ou estado. Menos de 10% são concursados, outros 19,5% são eleitos. É provável que a maioria, indicada por políticos, não esteja disposta a bancar grandes revoluções em suas escolas, que poderiam levar à sua destituição – especialmente se prescrevessem aos seus professores as medidas impopulares que estão associadas ao melhor desempenho acadêmico, como uso constante de dever de casa, avaliação de alunos, redução do absenteísmo docente, uso intensivo de material didático e utilização do tempo de aula para tarefas expositivas, e não cópia do quadro-negro ou realização de exercícios. A maioria dos diretores é composta de ex-professores, o que reforça o corporativismo, e não há no Brasil instituições de ensino que preparem uma pessoa para o ofício de diretor escolar, de forma que mesmo os diretores bem-intencionados são frequentemente despreparados.
Vejamos o professor. Por que ele não produz uma educação de melhor qualidade? Em primeiro lugar, porque não consegue. O professor brasileiro tem uma péssima formação e não é preparado para encarar uma sala de aula do Brasil real, especialmente em áreas de vulnerabilidade social. Em segundo lugar, porque é tomado por um viés ideológico que torna o sucesso acadêmico insignificante. Em pesquisa da Unesco, só 8,9% dos professores indicaram "proporcionar conhecimentos básicos" como uma das finalidades importantes da educação. "Formar cidadãos conscientes" ficou com 72,2% das preferências. Confrontados com o seu fracasso, então, nossos professores têm duas respostas-padrão: ou culpam o aluno e seus pais, ou culpam a visão neoliberal e reducionista de quem reclama da escola que forma analfabetos, porque a educação "é muito mais do que isso".
Finalmente, chegamos à última peça dessa engrenagem, aquela que é paga e eleita para administrar o sistema e zelar pelo bem comum: os políticos. Se o político for desonesto, a educação será um ótimo lugar para tirar dinheiro: não só concentra uma parte grande do orçamento (no mínimo 25%) como ainda é cheia de transferências do governo federal. Tem uma grande vantagem: se o sujeito rouba da saúde e faltam remédios ou médicos, a população chia; se rouba dos transportes e faltam ônibus, os eleitores reclamam; se rouba da educação e os alunos não aprendem, ninguém se importa. Mas, mesmo que o político seja honesto e comprometido com o progresso da sua região, é confrontado com uma decisão indigesta: se ele quiser mesmo reformar seu sistema educacional, terá de parar de investir em merenda ou em prédios e investir na formação de diretores e professores, terá de cobrar o seu desempenho, terá de mobilizar pais e alunos, terá de remanejar professores e funcionários incompetentes. Tudo isso causa des-conforto. Se a experiência de estados reformistas na área, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais ou Sergipe, servir de exemplo, o descontentamento descambará em greve. Os professores são uma das categorias profissionais mais numerosas e vocais em suas reclamações. Os beneficiários dessas reformas mal sabem que têm um problema e, portanto, não reconhecerão a melhoria. Se tiverem de deixar de trabalhar para cuidar dos filhos sem aula por causa da greve, perigam ser contrários às reformas. O lógico, nesse caso, para os políticos, é fazer o quê? Exatamente: nada. Assim vamos ficando, ano a ano, mais ignorantes e despreparados.
 

O QUE OS PRESIDENCIÁVEIS PENSAM SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Durante esta semana, VEJA.com publicou uma série de reportagens sobre os desafios na área de educação. Como aconteceu nas semanas anteriores, em que foram abordados os temas O tamanho do estado, Segurança pública e Preservação e desenvolvimento, encerramos o ciclo apresentando as propostas dos principais candidatos à Presidência relativos ao assunto.
A reportagem procurou as campanhas de Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para saber o que pensam os candidatos a respeito do tema. Marina e Dilma enviaram suas propostas. As ideias José Serra foram compiladas a partir de declarações públicas do tucano e de seu programa de governo.
A prioridade de Dilma são os professores: a petista quer que a formação universitária seja um pré-requisito obrigatório para os profissionais que pretendem se tornar docentes do ensino fundamental e médio. Suas propostas de programa incluem ainda uma nova política salarial para os docentes, pela qual o atual piso de 1.024 reais sofreria seguidos reajustes - a campanha não informa, porém, de quanto seria o aumento. Dilma afirma ainda que construirá 6.000 creches em todo o país.
O texto de Marina defende uma maior articulação entre União, estados e municípios para garantir uma melhor gestão de recursos e responsabilidades. A candidata do PV defende a ampliação dos investimento na área da educação. No último debate presidencial, realizado na segunda-feira, em São Paulo, Marina prometeu destinar até 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a pasta. Como Dilma, ela defende a criação de vagas nas creches de todo o Brasil, além da implementação de uma educação em tempo integral.
Uma das principais bandeiras de José Serra é o incentivo ao ensino técnico. O candidato defende a criação de um milhão de vagas em todo o país, além do lançamento do Protec, versão para o ensino técnico do Programa Universidade Para Todos (ProUni) - pelo qual o governo federal subsidia a graduação de estudantes pobres em instituições particulares. Serra promete ainda reforçar o aprendizado na sala de aula, começando por colocar dois professores por turma desde a primeira série do ensino fundamental.

SOBRE ENEM

Enem 2010: o que o estudante não pode esquecer

Nathalia Goulart
Estudantes realizam prova do Enem em São Paulo, em dezembro de 2009 Estudantes realizam prova do Enem em São Paulo, em dezembro de 2009 (Folhapress)
Nos dias 6 e 7 de novembro, 4,6 milhões de pessoas farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 nas 27 unidades da federação. Até lá, os estudantes receberão, pelo correio, o cartão de confirmação da inscrição com o respectivo local de prova.
Nos dias do exame, o candidato deve portar a inscrição, um documento original com foto e uma caneta esferográfica de cor preta. As provas terão início às 13h, mas os portões serão fechados pouco antes, às 12h55. Quem chegar atrasado, ficará de fora da prova.
No dia 6, os alunos responderão as questões de ciências da natureza (física, química e biologia) e humanas (geografia e história) - cada uma com 45 perguntas. No dia seguinte, será a vez de matemática e linguagens (língua portuguesa, literaturas e inglês ou espanhol), também com 45 questões cada, além da redação. Os resultados devem ser divulgados no início de janeiro.
Dicas – Para aqueles que vão enfrentar o Enem, a maratona de estudos deve se intensificar até o dia da prova. Mas algumas dicas podem ajudar a não colocar tudo a perder na hora de responder as questões.
Famoso por apresentar textos longos, o Enem exige muita atenção do candidato. A professora Augusta Pereira, do Cursinho XI, aconselha: "Sempre digo para meus alunos levarem uma régua no dia do exame para acompanhar a leitura linha a linha e não se perder no meio da questão". Grifar as informações mais importantes também pode ajudar a localizar o que é relevante e desconsiderar informações secundárias, que podem confundir.
Outra dica que pode fazer a diferença é estar atento a gráficos, mapas e ilustrações. Eles estão presentes em todas as disciplinas do Enem e em muitos casos oferecem a resposta da questão aos candidatos que sabem interpretar adequadamente as informações apresentadas.
"O exame exige que o candidato seja capaz de extrair o que é mais relevante e relacione as diferentes informações. Por isso, é importante buscar nas tabelas, gráficos ou mapas todas as respostas. Muitas vezes, elas estão diante do aluno", alerta o professor Daniel Simões, do cursinho Oficina do Estudante. "Por isso, jamais assinale uma questão que contrarie um dado apresentado".

Fonte: Revista VEJA

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Falta professor...

 O governo de SP autorizou a contratação de professores que não tenham prestado um exame de seleção.
A resolução já está em vigor. A secretaria diz que a norma, publicada ontem no "Diário Oficial", é só uma garantia caso faltem professores temporários (não concursados). Primeiro, são chamados os concursados e depois, os temporários que passaram pela avaliação.
A norma prevê ainda que formados em pedagogia poderão dar aulas, de forma emergencial, de matérias específicas -como física, química e matemática.
Não foram divulgados números sobre o deficit de docentes nem sobre o de alunos que estão sem aulas por falta de professor. A secretaria informou apenas que há carência na área de exatas.
Os sindicatos do setor afirmam que a falta de docentes é generalizada. O próprio governador Alberto Goldman (PSDB) reconheceu anteontem que há deficit.
"A Secretaria da Educação já constatou e está fazendo todo o esforço para que sejam formados professores na área de física. Parece que ninguém quer ser professor de física, não sei por quê."

200 DIAS FORA
Para os sindicatos, o governo enfrenta dificuldades para contratar por ter determinado que os temporários não podem dar aulas por anos consecutivos.
Segundo lei aprovada em 2009, eles precisam ficar 200 dias fora da rede após um ano de trabalho. A ideia do Executivo é evitar que os temporários se transformem em permanentes, sem ter prestado concurso.
Sindicalistas dizem que o propósito é evitar a caracterização de vínculo empregatício, que elevaria os gastos. Também não houve tempo de chamar os 10 mil aprovados em concurso, aplicado no início do ano, que poderiam substituir parte dos cerca de 80 mil temporários. Os não concursados representam cerca de 40% de todo o corpo docente da rede.
Em nota, a secretaria negou que a "quarentena" para os temporários tenham prejudicado a distribuição de aulas -mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

BANCO DE CANDIDATOS
A pasta afirmou ainda que a resolução apenas cria um banco de candidatos, que só serão chamados em caso de emergência.
Disse ainda que "a norma só foi publicada porque este é um ano eleitoral, quando não poderá ser feito novo concurso de admissão ou nova seleção".
A Secretaria da Educação enfrenta dificuldades em preencher os postos nas escolas desde o início do ano.
Após a aplicação da prova dos temporários, a pasta verificou que o volume de aprovados seria insuficiente e permitiu que reprovados também fossem chamados. Eles foram classificados segundo a nota do exame.
Cerca de 40% dos professores não atingiram o desempenho mínimo necessário (metade das 80 questões).
"Agora, poderá dar aula até quem nem fez o concurso. Liberou geral", disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores), Luiz Gonzaga Pinto. "Já é quase meio do ano e várias escolas estão sem todos os professores."
"Primeiro o governo avalia e exclui. Aí, vê que falta professor. Não há organização", diz a presidente da Apeoesp (sindicato dos docentes), Maria Izabel Noronha. Segundo ela, os maiores deficit são em química, biologia e física.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Reflexões sobre masculino e feminino, muito importante para Prof de LP

24/05/2010 - 09h58


Thaís Nicoleti: Cuidado com o gênero das palavras

DE SÃO PAULO



Às vezes, a dúvida de português incide sobre o gênero da palavra. A pessoa não sabe se usa o artigo masculino ou o artigo feminino, ou mesmo se usa singular ou plural antes de determinadas palavras.



Pedido de isenção da Fuvest começa em junho; 65 mil devem ser beneficiados

Estudantes fazem passeata para reivindicar recursos do pré-sal para educação

Escolas usam Copa como tema de pesquisas, cálculos e poesias



Em tempo de Copa do Mundo, é bom ficar atento ao gênero da palavra "mascote", que, de origem francesa, é feminina. Dizemos, portanto, "a mascote", independentemente de ela ser representada por um animal do gênero masculino. Um pequeno leopardo de cabelo verde será a mascote oficial da copa de 2010, na África do Sul.



Algumas palavras nós tomamos emprestadas de outras línguas. É o caso de "vernissage", palavra francesa masculina que não sofreu aportuguesamento. Ao pé da letra, quer dizer "envernizamento", mas nós a usamos com o significado de abertura de exposição de obras de arte.



O nome tem origem no fato de o envernizamento ser a última etapa do trabalho do pintor, aquela que ele deixa para o dia da abertura da exposição, como afirma Thaís Nicoleti, consultora de língua portuguesa da Folha e da Folha.com.



"Já que usamos o termo francês, devemos respeitar o seu gênero de origem. Portanto, dizemos que fulano foi convidado para 'o vernissage' de um artista", diz.



Neste podcast, a especialista exemplifica outros casos em que a classificação do gênero causa muitas dúvidas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para quem conseguiu o mérito

Retroativo do merito já está disponível no site da secretaria da fazenda https://www.fazenda.sp.gov.br/folha/nova_folha/default.asp

sábado, 1 de maio de 2010

Notícia tirada o jornal Agora SP

SAIU AGORA!!!!!!!!

01/05/2010
Gratificação de professores será paga em junho
Carol Rocha e Luciana Lazarini
do Agora

Os 405 mil servidores da Educação receberão os novos salários-base, que virão com a incorporação da primeira parcela da GAM (Gratificação por Atividade de Magistério), apenas no dia 8 de junho.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, a gratificação não será incorporada ao próximo pagamento, que cairá na conta dos servidores no dia 7 deste mês, já que, quando a lei foi aprovada, a folha de abril estava fechada.

Neste ano, apenas 5% da GAM integrarão o salário-base dos servidores ativos e aposentados, pois a incorporação será em três anos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Essa é a escola... foi a cena mais triste que vi no meu espaço de trabalho

Caminhão de Bombeiros útil em sua primeira missão


 
Escola Estadual tem duas salas totalmente destruída e outra parcialmente atingida pelas chamas

ILHA SOLTEIRA-  A Escola Estadual Léa Silva Moraes teve três salas de aulas atingidas por um incêndio que começou na noite da última segunda-feira ( 26 de abril). O novo caminhão do Corpo de Bombeiros, conseguido pela Prefeitura de Ilha Solteira junto ao Governo de São Paulo, foi utilizado pela primeira vez para combater as chamas. Segundo testemunhas, a ação dos bombeiros foi rápida e evitou que toda escola fosse destruída.
Gilmar Batista e Alcindo Urzulin, representantes da Defesa Civil, estiveram no local e recomendaram que a o sistema elétrico fosse desligado e as aulas suspensas. “Não sabemos o que provocou isso, mas pode haver risco da cena se repetir”, disse Urzulin.
Na escola estudam mais de 600 alunos, mas durante à noite o prédio fica vazio. Motivo pelo qual não houve vítimas humanas. A origem do fogo ainda é desconhecida e segundo Gilmar Batista, somente uma perícia poderá localizar os motivos.
Suspeita-se dos aparelhos ventiladores instalados recentemente, mas uma das salas só foi queimada 10 horas após a primeira ter sido destruída.
De construção antiga e com muita madeira em sua estrutura, a Escola é considera de alto risco e para a engenharia da Defesa Civil, as telhas e o forro deveriam ser trocados.
A dirigente regional de ensino Selênia Sílvia Witter de Mello reuniu-se na manhã dessa terça-feira, dia 27 de abril com os professores e direção da escola. Ficou decidido que as aulas recomeçarão nessa quarta-feira, aproveitando prédio ocioso na Escola Estadual Urubupungá.
A vice-diretora Ana Alice Cestari que acompanhou o trabalho de combate às chamas, disse que “foi um milagre que tudo tenha acontecido na ausência de estudantes, professores e demais servidores” daquela unidade escolar.
 
Antônio José do Carmo
Agência Visão

Inserido em: 27/04/2010 15:22
Por: Secretaria Municipal

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fiquem atentos aos prazos

Incorporação de gratificação

Terça - feira, 20 de abril de 2010 18h00

Assembleia aprova projeto do governo que incorpora gratificação
aos salários de professores
Serão destinados R$ 542 milhões ao pagamento de 127
mil profissionais inativos e 23 mil pensionistas e ao pagamento de
255 mil servidores ativos
Os profissionais ativos passarão a ter aumento na base de cálculo
para outros benefícios e vantagens na carreira
A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (20/04) o projeto de Lei do Governo do Estado de São Paulo que prevê reajustes nas Escalas de Vencimentos por meio das quais são calculadas as remunerações dos integrantes do Quadro do Magistério Estadual, que inclui professores, diretores de escola, supervisores de ensino e dirigentes regionais de ensino. O projeto segue agora para sanção do governador Alberto Goldman.
A medida atende a uma antiga reivindicação de todo o professorado, expressa por entidades representativas do magistério.
O reajuste nas tabelas acabará por incorporar a GAM (Gratificação de Atividade de Magistério), que hoje é paga aos servidores apenas quando em efetivo exercício, não sendo somada aos proventos quando da aposentadoria. Assim, o benefício da incorporação da GAM à tabela de vencimentos, além de aumentar o salário-base que serve de referência para o cálculo dos vencimentos e das vantagens conquistadas pelo servidor ao longo da carreira, fará com que os que estão em atividade não sofram essa redução quando da sua aposentadoria.
“Para nós, a aprovação deste projeto é uma importante vitória. A incorporação da GAM ao vencimento dos aposentados é uma legítima reivindicação do professorado. É mais uma ação de valorização e respeito aos profissionais da educação que tanto colaboraram para a melhoria do ensino público”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
O reajuste absorverá toda a GAM, que de acordo com a Lei Complementar nº 977, de 06 de outubro de 2005, corresponde a 15% da remuneração do profissional do magistério e de acordo com o calendário proposto será feito em 3 etapas anuais.
A medida beneficiará 255 mil servidores ativos, 127 mil inativos e 23 mil pensionistas, totalizando 405 mil profissionais do magistério.
O custo total com a proposta será de R$ 542 milhões, sendo R$ 80 milhões o custo para os ativos e R$ 462 milhões, para os inativos e pensionistas. Somente neste ano, o custo será de R$ 162 milhões.
Com essa incorporação da GAM, o Governo responde a um dos pontos centrais das reivindicações do magistério, extinguindo todas as gratificações específicas e reajustando as escalas de vencimentos. O professor, a partir de então, terá toda a remuneração calculada com referência no salário-base da categoria, continuando a fazer jus apenas à Gratificação Geral, pois esta é estendida também a outros funcionários públicos que não fazem parte do Quadro do Magistério.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aluno da rede estadual vai à final do soletrando 2010

Vamos torcer por ele!

Estudante da Escola Estadual Américo Brasiliense, em Santo André,

Dener Luiz da Silva está na final do desafio de língua portuguesa

promovido pelo programa “Caldeirão do Huck”, da Rede Globo







Representante do Estado de São Paulo no jogo “Soletrando”, do programa “Caldeirão do Huck”, da Rede Globo, Dener Luiz da Silva, 12 anos, está entre os três finalistas que no próximo sábado (10/4) disputarão o troféu Rachel de Queiroz e uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil. Dener é aluno do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Américo Brasiliense, em Santo André, e foi selecionado entre estudantes de duas mil escolas inscritas. O “Soletrando” é um desafio de língua portuguesa do qual participam alunos da rede pública de ensino, do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, de todo o Brasil, sendo um representante por Estado.



“Estudei muito para o concurso. Ser selecionado foi incrível, um momento muito especial na minha vida”, comenta Dener, que estuda na rede estadual paulista desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. Apesar de ter sido selecionado para o desafio, ele diz que língua portuguesa não é sua matéria favorita. “Não tenho uma matéria preferida. Gosto de todas”, salienta o adolescente, que também demonstra talento em outras disciplinas. Em 2009, Dener ganhou medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática.



Bom desempenho no Saresp



Dener foi um dos cerca de 1,8 milhão de alunos da rede estadual que em 2009 participaram da prova do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). A avaliação apontou avanço no ensino público estadual de forma generalizada, principalmente em relação ao Ensino Fundamental. A média de língua portuguesa na quarta série do Ensino Fundamental subiu 10,4 pontos (de 180, em 2008, para 190,4, em 2009). Em matemática, a melhora na quarta série também foi muito expressiva, de 10,8 pontos (de 190,5 para 201,3).



As médias de língua portuguesa e matemática na oitava série do Ensino Fundamental também melhoraram: 4,6 pontos em português (de 231,7 para 236,3) e 5,8 pontos em matemática (de 245,7 para 251,5). “Os resultados mostram que os programas inovadores implementados pelo governo do Estado já estão melhorando a qualidade da educação das nossas crianças e jovens”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.